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Como definir o preço do seu produto ou serviço

Atualizado: 30 de Set de 2020

Para garantir bons resultados nas organizações, é essencial que os preços dos produtos ou serviços estejam adequados com a realidade da empresa. Dessa forma, a formação de preços se torna uma tarefa muito importante para garantir a rentabilidade de um negócio.


Primeiramente, para formar os preços, é necessário entender as diferenças entre um produto e um serviço. Os produtos, são tangíveis e é fácil identificar todos os fatores que contribuíram para o resultado final (material, modo de fabricação, e mão de obra). Enquanto isso, nos serviços os fatores que contribuem para o resultado final são em sua maioria intangíveis. Ou seja, não é possível tocar em nenhum deles. Podemos definir esses fatores como a reparação intelectual do consultor, os desafios individuais de cada cliente e o fator de produção. Enquanto um produto pode ser produzido em massa, um serviço não permite essa possibilidade. Entender essas características é muito importante para compreender que a precificação deve ser diferente nesses dois casos.


Quais pontos que devem ser considerados na precificação?


Custos: Os custos são todos os gastos ligados diretamente à produção do produto. Em uma padaria, por exemplo, a mão de obra do padeiro, o gás dos fornos, os ingredientes para os pães e a energia elétrica utilizada pelos utensílios na fabricação, são exemplos de custos. Como os custos estão ligados a produção, geralmente eles aumentam quando a produção aumenta e diminuem quando a produção é reduzida.


Despesas: As despesas são todos os gastos que não influenciam diretamente na produção da empresa. Seguindo o mesmo exemplo da padaria, as contas de internet, despesas com marketing, contabilidade, setor administrativo, depreciação dos bens e impostos são alguns exemplos de despesas.

Dica: Uma regra para identificar custos e despesas é considerar tudo que está atribuído

diretamente à produção como um custo e o que está ligado indiretamente como despesa.


Capacidade produtiva: A capacidade produtiva define o quanto sua empresa pode produzir de acordo com as horas produtivas de cada trabalhador. Deve-se levar em conta que por mais que o trabalhador seja pago por 8h, ele nunca vai produzir o tempo inteiro. Sempre irão ocorrer pausas para ir ao banheiro, checar o telefone e lanches. Em média, 1 hora por dia é perdida com distrações. Ou seja, em uma empresa com 3 funcionários trabalhando 8 horas por dia, o máximo de horas que estará disponível para produção será de aproximadamente 21 horas diárias, considerando a improdutividade. Lembrando que esses valores podem variar de acordo com a organização.


Tempo de produção: Estimar quanto tempo é necessário na produção de cada produto é muito importante para definir o quanto sua empresa pode produzir diariamente. Com isso, conseguiremos definir o valor de produção de um produto baseado no custo da hora dos funcionários. Ex: Um funcionário tem 7 horas produtivas diárias e nesse tempo consegue produzir 14 produtos. Supondo-se que a hora desse funcionário seja 30 reais, o custo a ser aplicado em cada produto de acordo com o tempo necessário para produzi-lo seria de 15 reais (7 Horas /14 produtos) x R$30,00 (preço da hora) . Vale lembrar, que o custo da hora do funcionário deve levar em conta todos os valores gastos com vales e obrigações trabalhistas.


Após identificar todos os valores, é hora de separar os custos e despesas em variáveis e fixos. Os gastos fixos, são aqueles que a empresa tem mensalmente e que não variam muito com a produção. Já os variáveis podem variar de acordo o mês. Isso é muito importante pois com isso conseguiremos definir quanto cada produto gasta para ser produzido.


Ex: Custos variáveis: materiais que são utilizados na produção

Custos fixos: Internet, aluguel, energia elétrica.


Ao definir os custos e despesas variáveis, devemos definir quanto cada um deles é demandado na produção ou pestação de serviço.


Vejamos um exemplo levando em conta os serviços de um salão de beleza:

Após definir o valor dos custos variáveis necessários para produzir cada serviço, é necessário definir a porcentagem de despesa fixa que deverá ser inclusa no preço de cada um deles. Para isso, iremos calcular a margem de contribuição individual. Para definir a margem de contribuição, é necessário somar todas as despesas fixas e identificar o quanto elas representam no faturamento da empresa.


Suponha que a média de faturamento mensal dos últimos 6 meses do salão de beleza “Cuide-se” foi de R$10.000. Ao somar-se todas as despesas fixas, identificou-se que o valor total foi de 3.000. Dessa forma concluímos que a margem de despesas fixas é de 30% (3.000/10.000=0,3 ou 30%).Isso mostra que as despesas fixas representam cerca de 30% do faturamento da empresa.


A partir disso, iremos considerar que em cada produto deverá incidir 30% do valor em

despesas fixas. Após identificar a margem de despesas fixas, é necessário identificar todos os gastos com impostos e taxas ao vender os produtos ou serviços. Ex: taxas de cartão, impostos e comissões. É necessário verificar a taxa de impostos com o contador pois a mesma pode variar de acordo com o produto ou enquadramento tributário.




Após definir todas as taxas, é hora de identificar a margem de lucro desejada em cada produto. A margem deve ser escolhida pelo gestor e pode variar entre os produtos.




Ao definir a margem de lucro, já estamos muito próximos do preço final. Basta apenas calcularmos todos os dados.


Para fazer isso, utilizaremos o Markup que é um índice aplicado a precificação dos serviços e produtos que garante com que o preço final cubra todos os gastos e gere lucro para a empresa.


O Markup deve ser calculado da seguinte forma:


1 - (porcentagem de despesa fixa por produto) - (porcentagem de taxas que incidem por produto) - (Porcentagem de lucro desejada)


Dessa forma, no caso do salão de beleza, ficaria da seguinte forma:

Corte:

(1 - 30% - 15%) = 0,55 ou 55%


Com o Markup definido, é só multiplicá-lo pelo valor das despesas fixas gastas em cada produto ou serviço. Dessa forma, teremos um preço final que irá cobrir todos os gastos e ainda gerar lucro.


Ex: Levando em conta os gastos variáveis de um salão de beleza como mostrado no exemplo das tabelas acima, se fossemos definir o preço final da manicure deveríamos pegar o valor de custos variáveis e dividir pelo valor do markup.


Ou seja, (14/0,55) =R$ 25,45


Pronto, temos um preço formado considerando todas as despesas custos e margem de lucro para a empresa. Outro assunto importante é o Fluxo de caixa, clique aqui para entender o motivo de precisar de um!


Como exemplificado, a formação de preços é bem simples e pode ser feita por qualquer pessoa. Basta ter todos os dados em mãos e no caso de muitos produtos uma ferramenta que faça os cálculos automaticamente. Para isso, a Dinâmica Consultoria Junior consegue te ajudar automatizando todo o processo de formação de preços e criando uma ferramenta simples e rápida para o seu negócio.






Escrito por:

Guilherme Almeida

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