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Planejamento: O que é, importância e como fazer

Quando temos sonhos como trocar de carro, comprar uma casa nova ou realizar uma viagem ao exterior, esses objetivos podem ser adiados caso não exista um planejamento para alcançá-los. Ao realizar um planejamento, aumenta as chances de alcançar o que queremos de forma mais rápida ou objetiva.


Planejar consistem em definir os objetivos a serem atingidos, identificando os meios, ações e estratégias para o alcance desses objetivos, antecipando eventuais problemas com ações ou atividades que permitam alcançar o que se deseja.


Então podemos realizar nosso planejamento de cabeça, pensando em apenas o que desejamos fazer para alcançar as metas? Pode até ser que um planejamento simples possa ajudar a conquistar os objetivos, porém, os planos de ação devem ser bem planejados para que a obtenção dos resultados seja mais rápida, melhorando a organização de tempo e o foco nos objetivos. No ambiente profissional, um bom planejamento pode trazer resultados impressionantes para a organização.


De acordo com Stoner (1985), “É preciso que haja planos para que a organização tenha seus objetivos e para que se estabeleça a melhor maneira de alcançá-los. Além disso, os planos permitem que a organização consiga e aplique os recursos necessários para a consecução de seus objetivos, os membros da organização executem atividades compatíveis com os objetivos e os métodos escolhidos, e o progresso feito rumo aos objetivos seja acompanhado e medido, para que se possam tomar medidas corretivas se o ritmo do progresso for insatisfatório.”


O planejamento é uma das funções de maior importância para o administrador, pois é nela que se define os objetivos e os planos para se integrar e coordenar as atividades da organização. É importante porque proporciona senso de direção, focaliza esforços, maximiza a eficiência, reduz o impacto do ambiente, define parâmetros de controle, fornece consistência, é fonte de motivação e comprometimento, além de servir de autoconhecimento organizacional.


Entre os planos do planejamento, se destacam o termo de abrangência, que é dividido entre níveis estratégicos, táticos e operacionais. O horizonte temporal, divididos em longo, médio e curto prazo, que se deve considerá-los de acordo com a variabilidade do ambiente, sendo que caso for alto, o plano deverá ter menor duração. Por grau de especificidade, podendo ser específicos ou gerais. E por último o de permanência, podendo ser planos temporários ou permanentes.


Quanto aos objetivos da organização, se tratam dos propósitos dela para atingir suas metas conforme os recursos disponíveis, tendo seus resultados após um período de tempo específico. Tais finalidades variam de acordo com o nível organizacional, como uma hierarquia. No topo da organização, eles refletem as missões e visões da organização, sendo que no nível estratégico é que se traduzem essas missões em objetivos concretos. No nível tático, eles são os resultados esperados para cada departamento, enquanto no nível operacional são os resultados de grupos menores ou individuais.


Para melhor atingir os objetivos, existe a metodologia SMART (Specific, Measurable, Attainable, Relevant e Time-Related), que diz que os objetivos devem ser específicos, mensuráveis, atingíveis, relevantes e com tempo definidos. Isso, para dar mais clareza e objetividade aos resultados esperados, facilitar a avaliação de resultados, ter metas desafiadoras, porém realistas, além de se dedicar tempo e esforços naquilo que realmente trará impacto e indicar prazos para que haja planejamento. Essa metodologia de objetivos, devem ser bem comunicadas e relacionados a recompensas.


Além disso, o planejamento envolve a administração estratégica, onde deverá ser feito um processo retroativo de 6 etapas:


⦁ Diagnóstico da situação real, que servirá para identificar a visão, missão e objetivos da organização;

⦁ Análise ambiental, para analisar onde a organização está inserida;

⦁ Análise interna, a fim de analisar quem compõe a organização;

⦁ Formulação estratégica, definindo novos objetivos e estratégias;

⦁ Implementação estratégica, para se acompanhar o alcance dos objetivos;

⦁ Controle estratégico, para monitoramento da implementação e caso necessário, corrigir os erros.


No planejamento também se faz a análise SWOT (Strenghts, Weakness, Opportunities, Threats) ou simplesmente, “FOFA”, sobre Forças e Fraquezas (Análise Interna), e Oportunidades e Ameaças (Análise Externa) a fim de se determinar o ambiente que se está inserida a organização.


Além dessas estratégias, o planejamento também aborda as estratégias de mercado para a organização expandir ou até mesmo se retirar do mercado. Entre essas estratégias temos a de integração vertical, que é quando a organização expande suas atividades para outros ramos relacionados aos produtos já produzidos por ela; integração horizontal, quando se adquire concorrentes; estratégia de retração, quando a organização está passando por dificuldades e se diminui o nível das operações; e estratégia de saída, quando a organização passa por processos de desinvestimento e liquidação.


Para fins de competitividade, o planejamento poderá se ater a cinco forças competitivas que são:

⦁ Ameaça de novos entrantes;

⦁ Ameaças de produtos substitutos;

⦁ Poder de barganha dos fornecedores;

⦁ Poder de barganha dos clientes;

⦁ Rivalidade entre os concorrentes estabelecidos.


Todas essas forças competitivas podem ser vencidas por algumas estratégias competitivas, como a de liderança em custos, diferenciação da organização e o foco de mercado dela.


Contudo, não é necessário ser proprietário de uma grande empresa ou ter um grande negócio para realizar o planejamento estratégico. O ideal é que todos os tipos de negócios, sejam eles de forma física ou online, serviço ou produto, realizem o planejamento estratégico, com a finalidade de maximizar e otimizar os resultados.

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